
A história do Museu Municipal Abraham Svartman Goltman se confunde com a própria origem da cidade, contada a partir das terras da antiga Fazenda da Ilha.
Emília Pedrozo de Moraes, nascida em 1849 em Itapecerica da Serra, era filha de Manoel José de Moraes — o conhecido capitão Moraes, que vivia das lavouras e da venda de tropas. A família possuía terras, sítios e fazendas, com morada principal na Fazenda M’Boy Mirim, hoje região do Jardim Ângela e arredores.
Mais ao sul, estendiam-se as terras da Fazenda da Ilha, ou Itararé — uma propriedade imensa que existia muito antes do município de Embu-Guaçu ser criado. Segundo relatos da época, o atual centro da cidade funcionava como alojamento e armazém de abastecimento dos tropeiros a serviço do capitão.
Em 1867, aos 16 anos, Emília se casou com José Pires de Albuquerque e recebeu como dote grande parte da Fazenda da Ilha, na margem direita do Rio Embu-Guaçu, indo até a divisa com Itanhaém. O casal foi morar na sede da fazenda, construção que hoje abriga o Museu Municipal Abraham Svartman Goltman.
O desenvolvimento ganhou novo impulso em 1929, com a chegada dos trilhos da antiga Estrada de Ferro Sorocabana — atual Rumo / América Latina Logística. Em 1932, Benedito Roschel de Moraes inaugurou a primeira casa comercial. Em seguida, foi instalada a Escola Mista de M’Boy Guassú, tendo como primeira professora Olivia Cremm de Moraes.
O povoado foi elevado à condição de distrito de Itapecerica da Serra em 1944. Em fevereiro de 1964, Embu-Guaçu conquistou sua emancipação político-administrativa, com 171 km² de área. Em 28 de março de 1965, tomou posse o primeiro prefeito, José Simões Louro Júnior, casado com Etelvina Delfim Louro, dando início à primeira administração autônoma do município.



